Nº 2 – (DES) LÃ

PROJETO 1 X1 – UM TEXTO, UMA IMAGEM

E hoje o que temos aqui?

Mais um poema acompanhado de uma incrível arte feita à mão, fiada, desenhada, idealizada pela minha amiga talentosa demais, amante e expert em Literatura, Ana Caroline Silva. Foi por ela que conheci o escritor J. R.R. Tolkien pelo livro Cartas ao Papai Noel. E foi também uma coincidências das Deusas eu ter reservado esse poema para Ana me acompanhar com sua arte em pleno mês do Natal.

Ana foi meu apoio na Unifesp, conversávamos tanto e sobre tudo que eu com certeza recebi muito mais dela do que doei! A sensibilidade e inteligência, como vocês podem ver, estão na arte que projeta para o mundo.

Ana, não canso de contemplar sua arte!

Deliciem-se, porque vale a pena! E aproveitem para saber como tudo isso foi pensado por nós duas!

A ARTE

Com a palavra, a artista:

“Um poema que tece e desmancha: foi o que pensei quando li (Des) lã pela primeira vez. Como leitora, confesso que não esperava me deparar com o movimento já tão conhecido nessas duas estrofes. É preciso coragem para desmanchar, seja com linhas, seja com palavras.

Dessa forma, a primeira coisa que estabeleci para o bordado foi: ele não pode ser fixo. A fragmentação se deu através dos dois bastidores, que isolam o bordado em dois seguimentos, como as estrofes. As mãos vieram das palavras confiança e criação, pensando que, dispostas dessa maneira, elas simbolizam o con(fiar), ao mesmo tempo em que retomam a obra A criação de Adão, de Michelângelo. O fio de lã, elemento nuclear do poema, precisava, aqui também, representar seu papel central de unir e dividir – amarrar e desamarrar.

No final das contas, o bordado já veio escrito pela Patrícia, já que não há assim tanta diferença entre tecer e texto”.

E vocês, o que acharam?

O POEMA

Esse poema aqui tem história! Imagina você se inspirar num texto não verbal para trazer um objeto-tema (a lã) para o seu poema!

Foi assim que surgiu o (Des) lã. O livro que me inspirou , o qual recomendo muito, é o da Silvana de Menezes, A ovelha negra de Rita. De lá tirei a lã e me joguei no campo semântico da palavra: tecer, traçar, tramar, tricotar. Não satisfeita, busquei o antagonismo por meio do prefixo de negação des, um pouco de estudo sobre a Deusa Tecelã, muita transpiração e pronto!

A palavra Deslã me foi dada como tarefa de escrita criativa, mas gostei tanto que não pratiquei a escrita conforme proposta na atividade. Preferi a nova palavra como título para esse poema e coloquei o prefixo de negação entre parênteses, porque tinha tudo a ver com o que eu já havia escrito!

Para minha alegria, também era uma palavra inventada! 💕

Como estamos num mês propício para reflexões e pedidos, termino aqui deixando o meu: Que a Deusa Tecelã não nos permita, mortais e errantes que somos, o (DES) LÃ do universo!

Um comentário em “Nº 2 – (DES) LÃ

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